Sobre o trabalho
A análise não dá resposta. Ela escuta o que insiste.
Diferente de uma terapia que ensina o que fazer, a psicanálise oferece um lugar em que o sujeito pode dizer mais do que pretendia. É nesse mais que algo se desloca — o sintoma que retorna, a escolha que se repete, a queixa que persiste mesmo quando o cenário muda.
Freud chamou esse retorno de compulsão de repetição. Lacan, mais tarde, mostrou que se trata menos de um defeito do sujeito do que de uma insistência: algo que se diz por meio dele, sem que ele saiba a quem. O método é simples — a fala. O difícil é sustentar uma escuta que não interpreta cedo demais, que não cala pelo conselho, que aposta que o sujeito sabe sem saber que sabe.
Não há técnica a aplicar sobre você. Há um tempo a ser sustentado com você.
Nossos atos falhados são atos que são bem sucedidos. Nossas palavras que tropeçam são palavras que confessam.
— Jacques Lacan, O Seminário, livro 1 (1953-54)
Quando
Quando faz sentido procurar análise
- I Você se queixa de um padrão que retorna. Troca de trabalho, de vínculo, de cidade — e o mal-estar reaparece, sob outra forma.
- II Você sabe o que seria razoável fazer. E ainda assim age contra. Saber, ao que parece, não tem bastado.
- III Há algo no que você diz que lhe escapa. Quando se ouve falando, percebe sempre um detalhe a mais do que pretendia.
- IV Você procura uma escuta que não promete resultado, e que não confunde fala com diagnóstico.
Nada disso é pré-requisito. Não é preciso ter um diagnóstico, nem saber nomear o que se passa, para começar a falar.
O enquadre
Como funciona
Formato
Online
Videochamada de 50 minutos, em ambiente reservado, de onde você estiver.
Frequência
Semanal
Ritmo definido em conjunto, a partir da primeira conversa.
Início
Entrevista
Um encontro inicial para entender se faz sentido começar — sem compromisso.
Valor, horário e frequência são combinados diretamente comigo, na conversa inicial.
Quem escuta
Matheus Pereira
Psicanalista. Mestre em Psicanálise: Clínica e Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pesquisa sobre o conceito de repetição em Freud e Lacan, sob orientação do Prof. Dr. Carlos Henrique Kessler.
Atende online a partir de Porto Alegre/RS, em todo o Brasil. O trabalho é o de sustentar a fala — não como técnica, mas como condição para que algo do desejo possa se dizer. Cada análise tem seu próprio tempo. Nenhuma se confunde com a outra.
Mestrado em Psicanálise: Clínica e Cultura — UFRGS
Atendimento particular · Encontros online · Porto Alegre/RS
Antes de escrever
Dúvidas frequentes
Não. É comum começar sem conseguir nomear o que se passa — apenas com a sensação de que algo não vai bem. A fala vai encontrando suas palavras ao longo do percurso; esse é justamente o trabalho.
Não. O psiquiatra é médico e pode prescrever medicação. O psicólogo tem formação e registro em Psicologia. A psicanálise é um campo próprio, cuja formação se dá em torno da análise pessoal, do estudo teórico e da supervisão clínica. O trabalho aqui é de psicanálise: ele não substitui acompanhamento médico nem uso de medicação e, quando for o caso, pode acontecer em paralelo a eles.
O enquadre é o mesmo: horário marcado, duração definida, sigilo e continuidade. O que muda é o meio. Do seu lado, é preciso apenas um lugar reservado onde você possa falar à vontade e uma conexão razoável.
Não há prazo definido, e seria desonesto prometer um. Cada análise tem seu tempo, que se decide no percurso e não antes dele. A primeira entrevista serve para pensar juntos se faz sentido começar.
Sim. O sigilo é condição do trabalho: o que se fala em análise não é comentado, compartilhado nem registrado fora dela. Sem isso, não há espaço para dizer.
Por WhatsApp, diretamente comigo — não há formulário nem atendente. Você conta brevemente o que o trouxe e combinamos um horário para a entrevista inicial.
Começa por uma conversa
O primeiro passo é só falar.
Mande uma mensagem dizendo o que te trouxe. Eu respondo pessoalmente — não há formulário, não há atendente.
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